sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pesquisa aponta que 21% dos motociclistas acidentados pilotavam drogados em SP

Pequisa aponta que mais de 20% dos motociclistas envolvidos em acidentes em SP utizaram drogas ou álcool

Pesquisa feita pelo Instituto de Ortopedia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), divulgada nesta quinta-feira (15), apontou que 21,3% dos motociclistas que trafegam na cidade de São Paulo dirigem sobre o efeito de drogas e álcool, ou seja um em cada cinco motociclistas dirige sob efeito de droga.

O estudo foi feito com 326 vítimas que se envolveram em acidente de trânsito entre os dias 19 de fevereiro e 12 de maio deste ano. A maioria era homem (92%), com uma idade média de 29,7 anos, ensino médio completo ou incompleto (58%) e renda de até três salários mínimos (62%). Apenas 23% das vítimas usavam a moto para o trabalho, contra 77% que a usavam como transporte.
Para a coordenadora da pesquisa, Júlia Maria D'Andréa Greve, o fator humano, o comportamento, a falta de habilitação e a falta de percepção de risco contribuíram para os acidentes.
"O fator humano é uma coisa que já se esperava de uma certa forma. Percebo que não é só o motociclista, é o comportamento no trânsito de uma forma geral. O motorista considera que aquele indivíduo que está do seu lado é um bandido que vai quebrar o seu retrovisor, e não uma pessoa que está em cima de uma moto e que está com pressa, estressada e que vai trabalhar como todo mundo", afirma.
Ela diz que o que causou espanto no estudo foi o número de motociclistas dirigindo sob efeito de drogas.
"A questão do uso de álcool e de drogas assustou bastante. É um número muito alto. Além disso, houve a imprudência e o excesso de velocidade. É como não perceber que, quando você vai dirigir uma motocicleta, está em um ambiente hostil", diz.
Para ela, o motociclista vive uma situação epidêmica. "A gente tem um grande número de vítimas graves, que permanecem com sequelas. Há mais motociclista morrendo do que pedestre no Brasil", diz a doutora.
O diretor-presidente do Detran de São Paulo, Daniel Annenberg, disse que, para melhorar a vida do motoboy, o Detran incentiva o curso de direção segura, com um total de 40 mil vagas.
"Vamos fazer fiscalização em breve. Criamos uma escola pública de trânsito com vários cursos para formarmos melhor os motofretistas, os motociclistas. Mudamos as provas teóricas e práticas para que haja provas mais rigorosas e para que possamos ter bons condutores nas ruas. Vamos criar o observatório de trânsito, que é um gráfico com informações com as mortes no trânsito", afirmou.
Ele diz que o Detran faz a operação segura, que tem diminuído os acidentes nas vias, além de fazer uma parceria para melhorar os exames médicos e as autoescolas.
"Acreditamos na educação para o trânsito e na fiscalização para reduzirmos esse número de mortes", afirma Daniel.     
O diretor-executivo da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), José Eduardo Gonçalves, disse que vai propor sugestões para diminuir o número de acidentes envolvendo motociclistas e motofretistas.
"Não temos uma solução pronta, uma mágica tirada da cartola, isso ninguém tem. Precisamos envolver todos numa discussão séria e objetiva. É preciso pilotar uma motocicleta com segurança, assim como se dirige com segurança um automóvel. Não temos vilões nesse processo. O que precisamos é não fazer uma caça às bruxas. Precisamos de um debate com os pés no chão."

Tour na delegacia

Para o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Marcio José Pontes, o trabalho está sendo feito, mas os motoristas não estão deixando de dirigir embriagados. A fiscalização existe, mas tem que ter a motivação que seria a punição exista e essa pessoa não seja punida.
"A pessoa embriagada que causa um acidente praticou um crime. Quando a gente chega com um motorista embriagado no DP (Distrito Policial), somos 'convidados' a fazer um tour com esse embriagado. Levá-lo em vários pontos da delegacia para comprovar a embriaguez. Aí, ele se nega a fazer o exame de sangue e tem de ser feito um boletim de averiguação de embriaguez, mesmo com teste do etilômetro (bafômetro) constatando que ele está embrigado. Isso desmotiva o policial."          
Segundo ele, apenas neste ano foram feitos 850 mil testes de bafômetro pelas rodovias federais espalhadas pelo país. Destes 6.700 motoristas foram presos por dirigem embriagados ou sob uso de entorpecentes.  

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Dicas Para Alongamento Para Motociclistas:

É comum ver motociclista no farol se esticando todo, sentindo-se incomodado. Existem formas de evitar o desgaste do corpo e nunca é tarde para fazer alongamentos e exercícios físicos.
O primeiro passo é começar a fazer um alongamento básico, que seria da parte dos músculos das cervicais, do antebraço e do pé.

Para isso, não gastaremos mais do que cinco minutos. Um curto tempo que vai trazer um grande benefício para o corpo. Dá para fazer sozinho, se quiser até em cima da motocicleta, mas o ideal é fora dela.

Fique tranqüilo relaxe os músculos e comece tranqüilamente, sem forçar ou sair de seus limites.
Outra dica é para a garupa, que apesar de não participar diretamente da pilotagem, deve fazer um alongamento para evitar desconforto, já que passa o trajeto inteiro na mesma posição.

Siga as instruções abaixo e depois vá curtir a sua moto.

SEGURANÇA BÁSICA

SEGURANÇA BÁSICA
Você já leu e ouviu isso muitas vezes, mas já parou para pensar no que significa? Andar equipado é mais do que usar corretamente o capacete. É ter proteção para os olhos, mãos, pés, tornozelos, joelhos e cotovelos. Na estrada e na cidade, pois a maioria dos acidentes acontece em áreas urbanas.Lembre-se que o clima quente não justifica negligências com a segurança. Para enfrentar o calor procure escolher o equipamento mais arejado que encontrar. 2. Farol aceso o tempo todo, seja dia ou noite. Lembre-se que, a 40 metros de distância, uma motocicleta pode sumir do campo visual do motorista até mesmo atrás do tercinho pendurado dentro do carro. Por isso, muitas vezes você está fora do foco dos motoristas. O farol da moto aceso ajuda a torná-lo mais visível. Roupas e capacete de cores claras também ajudam. 3. Concentração é fundamental. A moto é mais rápida e menos visível que os demais veículos. Só isso bastaria para exigir muita concentração. Mas tem outra questão. Ela combina pouca segurança passiva com boa segurança ativa. Trocando em miúdos, em geral a moto tem mais facilidade que um carro para livrar-se de situações difíceis (segurança ativa). Mas se o acidente acontecer (segurança passiva), o piloto estará menos protegido do que o motorista. Para que possa usufruir da segurança ativa, o piloto tem de estar atento o tempo todo. Só assim ele pode usar todos os recursos que a moto possui para evitar acidentes. Até aquele antigo ensinamento, que diz “na dúvida, acelere”, só vale se você estiver atento! Por isso, tudo que atrapalha a concentração constitui perigo para o motociclista, principalmente a pressa, o nervosismo, o cansaço e o álcool. 4. Pilote de forma defensiva. A atitude defensiva no trânsito significa dirigir por você e pelos outros, antecipar-se em relação aos erros alheios e demais riscos. Pense que, uma vez envolvido em um acidente, pouco adianta provar que a culpa foi de outra pessoa. Aí o piloto já estará dentro do gesso (na melhor das hipóteses). Então, aprenda a antever as imprudências e erros dos outros. 5. Conheça as ameaças mais comuns. Quando você anda de moto, está sujeito a situações de potencial risco típicas desse veículo. É preciso conhecê-los para saber evitá-los. Um dos principais são as freqüentes fechadas que sofremos no trânsito. Muitas vezes os motoristas não têm intenção de fazer isso, eles apenas não percebem a moto por perto. A atitude mais segura é ter sempre o pressuposto de que o motorista não está vendo sua moto. Mantenha margem de manobra. Não se esqueça de outros pequenos imprevistos que, para um motociclista, são uma ameaça. Um pedestre distraído, um cachorro atrapalhado, um pássaro em rota de colisão com a viseira ou fios/cordas atravessando seu caminho podem provocar acabar com o seu passeio. Necessário destacar que existe a praga das linhas de pipa. Uma linha perdida, deslizando sobre a pele, pode ser um susto embaraçoso. Se ela for revestida com cerol, pode ser fulminante. Corta como uma navalha voadora. No caso de cerol, não confie na proteção de materiais como couro ou náilon (aliás, já estão à venda no mercado hastes metálicas protetoras para instalação no guidão da moto, parecidas com antenas de rádio). 6. Desenvolva o autocontrole. Acelerar uma motocicleta pode ser tão gostoso e excitante a ponto de o prazer embotar a noção de prudência. Por isso, sem autocontrole você pode ser vítima de si mesmo. Adrenalina é legal, mas na hora e no lugar certos. De preferência, num circuito próprio para altas velocidades. 7. Identifique as armadilhas do solo. Em cima de duas rodas não tem jeito. Se você for traído pelo solo numa curva, é provável que vá comprar chão. Piso molhado, areia solta, buracos, costela de vaca e, principalmente, óleo na pista. Esses obstáculos podem estar onde você menos espera. Lembre-se que, na curva, o alcance da visão é pequeno. Também é nas curvas e rotatórias que ônibus e caminhões com tanques cheios derramam diesel. Produtos escorregadios também podem soltar-se da carga (coisas como grãos, leite ou frutas no chão significam perigo de derrapagem). 8. Viajar à noite, não. Pode ser que um dia tenhamos condições propícias para viagens noturnas. Por enquanto, não temos. Pra começar, a maioria das motos não tem iluminação eficiente, embora os fabricantes já comecem a corrigir esse problema em alguns modelos de última geração. Além disso, viseira de capacete não tem limpador. Imagine-se à noite, sob chuva, com a luz dos faróis refletida na viseira molhada. A lama que os caminhões jogam na viseira também atrapalha a visão. Mas o pior de tudo é que a maior parte das rodovias brasileiras é precária e mal sinalizada, não permitindo uma viagem segura durante a noite. 9. Olhe para a frente. De tão óbvia, tal recomendação seria cômica se o motivo não fosse trágico. Muita gente se espantaria se houvesse um sensor capaz de acusar quantas vezes desviamos os olhos enquanto pilotamos. Seja para ver um outdoor, identificar uma moto diferente que passa, observar um tumulto na esquina, “filmar” uma gatinha maravilhosa, admirar a paisagem ou para conversar com o garupa. Uma quantidade considerável de acidentes acontece naquele exato momento em que o piloto detém os olhos no retrovisor ou em algum ponto que não seja à sua frente. 10. Assaltos, um perigo a mais. Como se não bastassem todos esses cuidados e os “abusos” que sofremos no trânsito, agora temos mais um problema. Os assaltantes estão de olho em nossas motos, sejam elas pequenas ou grandes, nacionais ou importadas. Infelizmente, não há muito o que fazer. Reagir não é aconselhável. Acelerar para escapar é outro risco. Então, se estiver sozinho, evite locais onde os assaltantes tenham facilidade de atacar. Geralmente eles usam outra moto para abordar as vítimas. Fique atento sempre que alguma moto com dois ocupantes estiver se aproximando. Quando estacionar, procure escolher locais menos vulneráveis e use algum dispositivo anti-furto na moto. Pensamento positivo Depois de ler essas dicas, você poderá dizer: “se eu sair por aí só pensando em quedas e acidentes, vou acabar caindo mesmo!” De fato. Se você se concentrar no tombo, tem boa chance de cair. Aliás, acontece algo parecido sempre que o piloto quer se desviar de um buraco mas, em vez de olhar para o desvio, fixa os olhos no obstáculo. Vai passar sobre o buraco, com certeza. O segredo é simples: mentalize as reações corretas, pense sempre na conduta segura e não naquilo que você pode fazer de errado.

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