sábado, 13 de abril de 2013

Moto Clubes Brasil x Estados Unidos


Você também acha que todo motociclista é um apaixonado por seu “cavalo de aço”? Acertou! Eu também acho, porque é assim no mundo inteiro, não só no Brasil. 

Tanto faz a marca, o tamanho, a potência ou o estilo da motocicleta, o proprietário sempre está disposto a venerá-la, dedicando às vezes, até algum tempo para ficar admirando-a na garagem, dando mais uma polidinha, instalando ou modificando algum equipamento e acessório. Parece exagero? Mas é verdade. 

Cá entre nós! Você nunca se tocou fazendo isso? Se fez, tudo bem é um legítimo motociclista. Se não fez, é simplesmente um condutor de moto e dificilmente vai entender o nosso espírito. 

Alias, falando em moto é bom não esquecermos que está aí um segmento novo, que é o TRIKES (tricíclos) como são conhecidos. 

Ai, ai, ai... eu já fui um deles (triciclista), e com o meu retorno para o Brasil, já encontrei outro. A coisa recomeçou e garanto que é emoção pura. 


Brasil X USA 

Vamos fazer um pequeno comparativo entre os motoclubes do Brasil com os dos USA. 

A idéia era entrevistar um Motoclube dos EUA, formado por americanos, aqueles igual a gente vê nos filmes e imagina mil coisas, mas não conseguimos. 

Nos EUA, as coisas são diferentes das que imaginmos e idealizamos quando estamos sentados num sofá assistindo um filme sobre motos. 

No Brasil, sempre costumo dizer que nos motociclistas, fantasiamos de “caras de mau”, com roupas de couro ou jeans surrados, coletes com “Escudos”, com nomes até assustadores, mas é só isso, salvo raríssimas exceções, é claro. 

Nos States, não! Da para se dizer que lá, de um modo geral, os motociclistas se dividem em solitários ou os que reúnem-se em grupos, cujo escudo é somente o emblema oficial da Harley, -que diga-se de passagem, (para os americanos é a melhor moto do mundo) e olhe, que eles acreditam nisso. 

Como a própria história do nascimento de MC’s por lá, pelas bandas de 1945, final da II Guerra Mundial, muitos motoclubes formaram-se com esses integrantes, quase todos ex-combatentes de guerras. 

Motoclubes formados por integrantes que adotam um escudo de acordo com suas convicções de grupo, -mas que normalmente são de paz, de fácil relacionamento. 



E por último, um segmento de motoclubes que também diga-se de passagem é muito grande e numeroso por lá. São os mais radicais, grupos fechados, sem muita ou quase nenhuma oportunidade de abertura para contato externo. 

São aqueles que se vestem como já descrevi acima, tal qual nos vestimos no Brasil, com cara de mau, visual de brabo, etc. Mas estes sim, são realmente iguais aos aos que vemos nos filmes de TV e Cinema. 

Uma característica muito própria e determinada dos motoclubes radicais, é que eles delimitam espaços territoriais, dentro de regiões nos Estados e municípios. Ou seja, cada região tem seu “comando”, seu território marcado. Não ouse entrar sem ser convidado ou autorizado, porque com certeza você poderá ser “convidado a se retirar”, ou seja, “You are not welcome here, get out”. 

Sem citar nomes, por questão de ética e respeito, vou contar duas situações que aconteceram comigo, em dois locais e datas diferentes. 

Há alguns anos, logo que cheguei nos EUA, me contaram que todas às quartas-feiras à noite, tinha -como tem sempre- um encontro de motos muito grande organizado num grande posto de gasolina, bar temático, em cidade vizinha de Tampa. Morando lá, não pensei duas vezes e nessa eu fui. 

Vesti minha roupa motociclístas, estilo “bandido” que tinha levado de Curitiba, com o colete do nosso Moto Clube BARATA CASCUDA,MC - Curitiba/Brasil. Cheguei lá, encontrei um lugar muito bonito, show de organização, muita gente, muita moto, som de categoria. Estacionei a moto e fui conversar com um cidadão que estava num triciclo, desses com motor de Fusca, igual aos do Brasil. Papo vai, papo vem, o cidadão num determinado momento, me disse assim: “Não se vire para trás, mas você está sendo apontado e indicado por dois membros dos “sic”. 

Olhei para ele e perguntei se isso era bom ou era ruim? Ele respondeu: - “Depende! Se eles não gostarem de você é bom você ir embora”. 
Quando escutei aquilo dei uma tremida na base, porque afinal de contas, como diz o velho e sábio ditado: “Galo em terreiro estranho, é galinha, pia baixo.” 

O cidadão com quem eu estava conversando foi embora e os dois integrantes desse “sic” motoclube vieram em minha direção conversar perguntando, objetivamente, quem eu era, da onde eu vinha e em quantos integrantes éramos? Respondi que era do Brasil e estava sozinho, a passeio. Eles se despediram e foram embora. 

A partir desse acontecido, nunca mais usei meu colete com o escudo do BARATA CASCUDA – MC. 

Para mim o evento acabou. Fui embora também e olhando com receio, para todos os lados, pode isso? No Brasil, como disse antes, a coisa é diferente. 

O outro acontecimento deu-se tempos depois, quando o amigo “Flane”, integrante do CHACAIS – MC Curitiba/Brasil, morador também da Flórida, na cidade de Fort Myers, convidou-me para participar de um encontro de motos que naquela cidade, distante 140 milhas de Tampa. 


Pronto, novamente vesti toda a roupa de couro, com aquele mesmo visual bandido, colete e tudo que tinhá direito e lá fui novamente. Chegando em Ft. Myers, pegamos as motos e, devidamente coletados, ele Chacal - MC e eu Barata Cascuda - MC, estávamos no evento. 

Uma grande revenda de motos local, lugar bonito, organizado e da-lhe papo sobre tudo e sobre todos. A fome apertou e disse para o Flane, - “cara vou comprar um sanduíche e um refrigerante para nós ali na barraca de lanches”, lá fui eu. Demorei um pouco porque tinha muito movimento, peguei os lanches e voltei. Quando cheguei ele me disse quase a mesma coisa, “Cara não olhe para trás agora, porque estávamos sendo observados por 4 integrantes do Moto clube “sic”. 

Pensei comigo, de novo? E assim foi, enquanto eu saí e fui comprar os lanches, eles vieram e perguntaram ao Flane: -“Quem são vocês, de onde vieram e em quantos estão?” 

Moral da história: continuei andando de moto sim. Mas, aposentei de vez meu colete do Brasil, enquanto morando nos States! Pode isso? 

Texto de autoria de Robson Franca publicado no Jornal Brasilieras & Brasileiros, na Edição de Abril/2013

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Dicas Para Alongamento Para Motociclistas:

É comum ver motociclista no farol se esticando todo, sentindo-se incomodado. Existem formas de evitar o desgaste do corpo e nunca é tarde para fazer alongamentos e exercícios físicos.
O primeiro passo é começar a fazer um alongamento básico, que seria da parte dos músculos das cervicais, do antebraço e do pé.

Para isso, não gastaremos mais do que cinco minutos. Um curto tempo que vai trazer um grande benefício para o corpo. Dá para fazer sozinho, se quiser até em cima da motocicleta, mas o ideal é fora dela.

Fique tranqüilo relaxe os músculos e comece tranqüilamente, sem forçar ou sair de seus limites.
Outra dica é para a garupa, que apesar de não participar diretamente da pilotagem, deve fazer um alongamento para evitar desconforto, já que passa o trajeto inteiro na mesma posição.

Siga as instruções abaixo e depois vá curtir a sua moto.

SEGURANÇA BÁSICA

SEGURANÇA BÁSICA
Você já leu e ouviu isso muitas vezes, mas já parou para pensar no que significa? Andar equipado é mais do que usar corretamente o capacete. É ter proteção para os olhos, mãos, pés, tornozelos, joelhos e cotovelos. Na estrada e na cidade, pois a maioria dos acidentes acontece em áreas urbanas.Lembre-se que o clima quente não justifica negligências com a segurança. Para enfrentar o calor procure escolher o equipamento mais arejado que encontrar. 2. Farol aceso o tempo todo, seja dia ou noite. Lembre-se que, a 40 metros de distância, uma motocicleta pode sumir do campo visual do motorista até mesmo atrás do tercinho pendurado dentro do carro. Por isso, muitas vezes você está fora do foco dos motoristas. O farol da moto aceso ajuda a torná-lo mais visível. Roupas e capacete de cores claras também ajudam. 3. Concentração é fundamental. A moto é mais rápida e menos visível que os demais veículos. Só isso bastaria para exigir muita concentração. Mas tem outra questão. Ela combina pouca segurança passiva com boa segurança ativa. Trocando em miúdos, em geral a moto tem mais facilidade que um carro para livrar-se de situações difíceis (segurança ativa). Mas se o acidente acontecer (segurança passiva), o piloto estará menos protegido do que o motorista. Para que possa usufruir da segurança ativa, o piloto tem de estar atento o tempo todo. Só assim ele pode usar todos os recursos que a moto possui para evitar acidentes. Até aquele antigo ensinamento, que diz “na dúvida, acelere”, só vale se você estiver atento! Por isso, tudo que atrapalha a concentração constitui perigo para o motociclista, principalmente a pressa, o nervosismo, o cansaço e o álcool. 4. Pilote de forma defensiva. A atitude defensiva no trânsito significa dirigir por você e pelos outros, antecipar-se em relação aos erros alheios e demais riscos. Pense que, uma vez envolvido em um acidente, pouco adianta provar que a culpa foi de outra pessoa. Aí o piloto já estará dentro do gesso (na melhor das hipóteses). Então, aprenda a antever as imprudências e erros dos outros. 5. Conheça as ameaças mais comuns. Quando você anda de moto, está sujeito a situações de potencial risco típicas desse veículo. É preciso conhecê-los para saber evitá-los. Um dos principais são as freqüentes fechadas que sofremos no trânsito. Muitas vezes os motoristas não têm intenção de fazer isso, eles apenas não percebem a moto por perto. A atitude mais segura é ter sempre o pressuposto de que o motorista não está vendo sua moto. Mantenha margem de manobra. Não se esqueça de outros pequenos imprevistos que, para um motociclista, são uma ameaça. Um pedestre distraído, um cachorro atrapalhado, um pássaro em rota de colisão com a viseira ou fios/cordas atravessando seu caminho podem provocar acabar com o seu passeio. Necessário destacar que existe a praga das linhas de pipa. Uma linha perdida, deslizando sobre a pele, pode ser um susto embaraçoso. Se ela for revestida com cerol, pode ser fulminante. Corta como uma navalha voadora. No caso de cerol, não confie na proteção de materiais como couro ou náilon (aliás, já estão à venda no mercado hastes metálicas protetoras para instalação no guidão da moto, parecidas com antenas de rádio). 6. Desenvolva o autocontrole. Acelerar uma motocicleta pode ser tão gostoso e excitante a ponto de o prazer embotar a noção de prudência. Por isso, sem autocontrole você pode ser vítima de si mesmo. Adrenalina é legal, mas na hora e no lugar certos. De preferência, num circuito próprio para altas velocidades. 7. Identifique as armadilhas do solo. Em cima de duas rodas não tem jeito. Se você for traído pelo solo numa curva, é provável que vá comprar chão. Piso molhado, areia solta, buracos, costela de vaca e, principalmente, óleo na pista. Esses obstáculos podem estar onde você menos espera. Lembre-se que, na curva, o alcance da visão é pequeno. Também é nas curvas e rotatórias que ônibus e caminhões com tanques cheios derramam diesel. Produtos escorregadios também podem soltar-se da carga (coisas como grãos, leite ou frutas no chão significam perigo de derrapagem). 8. Viajar à noite, não. Pode ser que um dia tenhamos condições propícias para viagens noturnas. Por enquanto, não temos. Pra começar, a maioria das motos não tem iluminação eficiente, embora os fabricantes já comecem a corrigir esse problema em alguns modelos de última geração. Além disso, viseira de capacete não tem limpador. Imagine-se à noite, sob chuva, com a luz dos faróis refletida na viseira molhada. A lama que os caminhões jogam na viseira também atrapalha a visão. Mas o pior de tudo é que a maior parte das rodovias brasileiras é precária e mal sinalizada, não permitindo uma viagem segura durante a noite. 9. Olhe para a frente. De tão óbvia, tal recomendação seria cômica se o motivo não fosse trágico. Muita gente se espantaria se houvesse um sensor capaz de acusar quantas vezes desviamos os olhos enquanto pilotamos. Seja para ver um outdoor, identificar uma moto diferente que passa, observar um tumulto na esquina, “filmar” uma gatinha maravilhosa, admirar a paisagem ou para conversar com o garupa. Uma quantidade considerável de acidentes acontece naquele exato momento em que o piloto detém os olhos no retrovisor ou em algum ponto que não seja à sua frente. 10. Assaltos, um perigo a mais. Como se não bastassem todos esses cuidados e os “abusos” que sofremos no trânsito, agora temos mais um problema. Os assaltantes estão de olho em nossas motos, sejam elas pequenas ou grandes, nacionais ou importadas. Infelizmente, não há muito o que fazer. Reagir não é aconselhável. Acelerar para escapar é outro risco. Então, se estiver sozinho, evite locais onde os assaltantes tenham facilidade de atacar. Geralmente eles usam outra moto para abordar as vítimas. Fique atento sempre que alguma moto com dois ocupantes estiver se aproximando. Quando estacionar, procure escolher locais menos vulneráveis e use algum dispositivo anti-furto na moto. Pensamento positivo Depois de ler essas dicas, você poderá dizer: “se eu sair por aí só pensando em quedas e acidentes, vou acabar caindo mesmo!” De fato. Se você se concentrar no tombo, tem boa chance de cair. Aliás, acontece algo parecido sempre que o piloto quer se desviar de um buraco mas, em vez de olhar para o desvio, fixa os olhos no obstáculo. Vai passar sobre o buraco, com certeza. O segredo é simples: mentalize as reações corretas, pense sempre na conduta segura e não naquilo que você pode fazer de errado.

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