terça-feira, 2 de abril de 2013

CRESCE NÚMERO DE MORTES NO TRÂNSITO EM SE

*Sydnei Ulisses de Melo
Se comparado ao ano de 2011quando foram registradas 667 mortes violentas no trânsito sergipano, o ano de 2012 foi 6,14% mais violento. 708 mortes foi o resultado absurdo do nosso pequeno Sergipe.
Se a estatística se mantiver serão mais de 750 mortes em 2013, e desde que comecei a acompanhar os registros do IML a tendência de crescimento tem se confirmado ano a ano.
Acho interessante e curioso que o fenômeno da violência no trânsito não sensibiliza o coletivo da sociedade. Vemos ações do poder público focando sempre campanhas educativas que não resultam o esperado, tanto que os números continuam crescendo sem medida.
Sem diminuir a importância da catástrofe de Santa Maria onde tantos jovens foram mortos pela negligência da sociedade, matamos três vezes o numero de pessoas vitimadas naquele incêndio, no entanto passamos longe do volume de matérias jornalísticas e mobilizações da sociedade para estancar esta agressão às famílias.
A mobilização capaz de mudara realidade passa necessariamente pela revisão de valores e percepção de que as Instituições precisam assumir a parcela de responsabilidade e conscientizar os seus membros, sobretudo os mais jovens.
Precisamos ter a responsabilidade e a coragem de dar a pai e mãe que entregam veículos a filhos adolescentes, a certeza de que são também responsáveis pelo grande numero de jovens mortos. Não é raro flagrarmos pessoas não qualificadas treinando familiares para estarem no trânsito sem habilitação, cometendo as piores infrações, matando e morrendo.
É hora de empresas, igrejas,entidades beneficentes e toda forma de agrupamento de pessoas, pautarem a discussão do trânsito com a seriedade necessária, afinal as estatísticas atingem pessoas de todos os credos, profissões e formação.
As empresas, por exemplo, deviam incluir nas SIPATs o tema trânsito.  Acidentados no trânsito, sobretudo no deslocamento de casa para as empresas, são considerados acidentes de trabalho. São vidas ceifadas e prejuízo certo para empregadores.
Sabemos da influencia que as entidades religiosas exercem sobre seus membros. Oportuno seria que os lideres se dispusessem a propor a discussão e elevar o nível de consciência da importância de evitar as mortes e respeitar a legislação vigente para todos.
E por óbvio, é necessário comprometer ainda mais os agentes públicos e as autoridades para que os infratores sejam realmente punidos. Os condutores da frota pública, de todos os poderes, precisam ser exemplo de conduta, infelizmente não é o que vemos nas ruas da cidade.
Enfim, acredito que só teremos resultados estatísticos com redução no numero de mortes, se houver mobilização social que extrapole os limites da ação do poder publico e levem as pessoas a refletirem nos prejuízos que a negligência social vem causando a todos nós.
*Sydnei Ulisses de Melo é instrutor de trânsito e voluntário do Movimento Gentileza Aracaju –sydneiulisses@gmail.com  – www.gentilezaaracaju.amawebs.com   

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Campanha Nacional ZOEIRA? TÔ FORA!

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Dicas Para Alongamento Para Motociclistas:

É comum ver motociclista no farol se esticando todo, sentindo-se incomodado. Existem formas de evitar o desgaste do corpo e nunca é tarde para fazer alongamentos e exercícios físicos.
O primeiro passo é começar a fazer um alongamento básico, que seria da parte dos músculos das cervicais, do antebraço e do pé.

Para isso, não gastaremos mais do que cinco minutos. Um curto tempo que vai trazer um grande benefício para o corpo. Dá para fazer sozinho, se quiser até em cima da motocicleta, mas o ideal é fora dela.

Fique tranqüilo relaxe os músculos e comece tranqüilamente, sem forçar ou sair de seus limites.
Outra dica é para a garupa, que apesar de não participar diretamente da pilotagem, deve fazer um alongamento para evitar desconforto, já que passa o trajeto inteiro na mesma posição.

Siga as instruções abaixo e depois vá curtir a sua moto.

SEGURANÇA BÁSICA

SEGURANÇA BÁSICA
Você já leu e ouviu isso muitas vezes, mas já parou para pensar no que significa? Andar equipado é mais do que usar corretamente o capacete. É ter proteção para os olhos, mãos, pés, tornozelos, joelhos e cotovelos. Na estrada e na cidade, pois a maioria dos acidentes acontece em áreas urbanas.Lembre-se que o clima quente não justifica negligências com a segurança. Para enfrentar o calor procure escolher o equipamento mais arejado que encontrar. 2. Farol aceso o tempo todo, seja dia ou noite. Lembre-se que, a 40 metros de distância, uma motocicleta pode sumir do campo visual do motorista até mesmo atrás do tercinho pendurado dentro do carro. Por isso, muitas vezes você está fora do foco dos motoristas. O farol da moto aceso ajuda a torná-lo mais visível. Roupas e capacete de cores claras também ajudam. 3. Concentração é fundamental. A moto é mais rápida e menos visível que os demais veículos. Só isso bastaria para exigir muita concentração. Mas tem outra questão. Ela combina pouca segurança passiva com boa segurança ativa. Trocando em miúdos, em geral a moto tem mais facilidade que um carro para livrar-se de situações difíceis (segurança ativa). Mas se o acidente acontecer (segurança passiva), o piloto estará menos protegido do que o motorista. Para que possa usufruir da segurança ativa, o piloto tem de estar atento o tempo todo. Só assim ele pode usar todos os recursos que a moto possui para evitar acidentes. Até aquele antigo ensinamento, que diz “na dúvida, acelere”, só vale se você estiver atento! Por isso, tudo que atrapalha a concentração constitui perigo para o motociclista, principalmente a pressa, o nervosismo, o cansaço e o álcool. 4. Pilote de forma defensiva. A atitude defensiva no trânsito significa dirigir por você e pelos outros, antecipar-se em relação aos erros alheios e demais riscos. Pense que, uma vez envolvido em um acidente, pouco adianta provar que a culpa foi de outra pessoa. Aí o piloto já estará dentro do gesso (na melhor das hipóteses). Então, aprenda a antever as imprudências e erros dos outros. 5. Conheça as ameaças mais comuns. Quando você anda de moto, está sujeito a situações de potencial risco típicas desse veículo. É preciso conhecê-los para saber evitá-los. Um dos principais são as freqüentes fechadas que sofremos no trânsito. Muitas vezes os motoristas não têm intenção de fazer isso, eles apenas não percebem a moto por perto. A atitude mais segura é ter sempre o pressuposto de que o motorista não está vendo sua moto. Mantenha margem de manobra. Não se esqueça de outros pequenos imprevistos que, para um motociclista, são uma ameaça. Um pedestre distraído, um cachorro atrapalhado, um pássaro em rota de colisão com a viseira ou fios/cordas atravessando seu caminho podem provocar acabar com o seu passeio. Necessário destacar que existe a praga das linhas de pipa. Uma linha perdida, deslizando sobre a pele, pode ser um susto embaraçoso. Se ela for revestida com cerol, pode ser fulminante. Corta como uma navalha voadora. No caso de cerol, não confie na proteção de materiais como couro ou náilon (aliás, já estão à venda no mercado hastes metálicas protetoras para instalação no guidão da moto, parecidas com antenas de rádio). 6. Desenvolva o autocontrole. Acelerar uma motocicleta pode ser tão gostoso e excitante a ponto de o prazer embotar a noção de prudência. Por isso, sem autocontrole você pode ser vítima de si mesmo. Adrenalina é legal, mas na hora e no lugar certos. De preferência, num circuito próprio para altas velocidades. 7. Identifique as armadilhas do solo. Em cima de duas rodas não tem jeito. Se você for traído pelo solo numa curva, é provável que vá comprar chão. Piso molhado, areia solta, buracos, costela de vaca e, principalmente, óleo na pista. Esses obstáculos podem estar onde você menos espera. Lembre-se que, na curva, o alcance da visão é pequeno. Também é nas curvas e rotatórias que ônibus e caminhões com tanques cheios derramam diesel. Produtos escorregadios também podem soltar-se da carga (coisas como grãos, leite ou frutas no chão significam perigo de derrapagem). 8. Viajar à noite, não. Pode ser que um dia tenhamos condições propícias para viagens noturnas. Por enquanto, não temos. Pra começar, a maioria das motos não tem iluminação eficiente, embora os fabricantes já comecem a corrigir esse problema em alguns modelos de última geração. Além disso, viseira de capacete não tem limpador. Imagine-se à noite, sob chuva, com a luz dos faróis refletida na viseira molhada. A lama que os caminhões jogam na viseira também atrapalha a visão. Mas o pior de tudo é que a maior parte das rodovias brasileiras é precária e mal sinalizada, não permitindo uma viagem segura durante a noite. 9. Olhe para a frente. De tão óbvia, tal recomendação seria cômica se o motivo não fosse trágico. Muita gente se espantaria se houvesse um sensor capaz de acusar quantas vezes desviamos os olhos enquanto pilotamos. Seja para ver um outdoor, identificar uma moto diferente que passa, observar um tumulto na esquina, “filmar” uma gatinha maravilhosa, admirar a paisagem ou para conversar com o garupa. Uma quantidade considerável de acidentes acontece naquele exato momento em que o piloto detém os olhos no retrovisor ou em algum ponto que não seja à sua frente. 10. Assaltos, um perigo a mais. Como se não bastassem todos esses cuidados e os “abusos” que sofremos no trânsito, agora temos mais um problema. Os assaltantes estão de olho em nossas motos, sejam elas pequenas ou grandes, nacionais ou importadas. Infelizmente, não há muito o que fazer. Reagir não é aconselhável. Acelerar para escapar é outro risco. Então, se estiver sozinho, evite locais onde os assaltantes tenham facilidade de atacar. Geralmente eles usam outra moto para abordar as vítimas. Fique atento sempre que alguma moto com dois ocupantes estiver se aproximando. Quando estacionar, procure escolher locais menos vulneráveis e use algum dispositivo anti-furto na moto. Pensamento positivo Depois de ler essas dicas, você poderá dizer: “se eu sair por aí só pensando em quedas e acidentes, vou acabar caindo mesmo!” De fato. Se você se concentrar no tombo, tem boa chance de cair. Aliás, acontece algo parecido sempre que o piloto quer se desviar de um buraco mas, em vez de olhar para o desvio, fixa os olhos no obstáculo. Vai passar sobre o buraco, com certeza. O segredo é simples: mentalize as reações corretas, pense sempre na conduta segura e não naquilo que você pode fazer de errado.

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