sábado, 10 de dezembro de 2011

Produção chinesa de motos é 12 vezes a brasileira

 O Brasil espera fechar 2011 com 2.141.000 motocicletas produzidas, superando o recorde histórico de 2008 de 2.140.907 unidades. Mas mesmo que a expectativa da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) se confirme, os números não chegarão nem perto do que a China vai alcançar.
O país asiático é o líder mundial em produção de motos, seguido por Índia, Indonésia e Tailândia. O Brasil é o 5º colocado no ranking. “A indústria chinesa produz, por ano, cerca de 26 milhões de motocicletas. Deste total, 10 milhões são para exportação”, afirma Henry L. F. Su, diretor comercial de exportação da Haojue, marca do grupo Jiangmen Dachangjiang, principal produtor do país.
A Haojue possui uma joint venture com a Suzuki desde 1992 e produz em suas 3 plantas, nas cidades de Jiangmen, Changzhou e Chongqing, um total de 3 milhões de motos ao ano, contabilizando produtos Haojue e Suzuki. Para produzir e vender no país, a marca japonesa precisou se associar a uma empresa local, o que é regra no mercado chinês.
fábrica china motos (Foto: Rafael Miotto/G1)

Estar na fábrica é como visitar uma planta de qualquer outra fabricante de motos no mundo. A diferença está nos números. Apesar de ser líder há 8 anos na China, a Haojue pretende aumentar seus números, já que a capacidade total da empresa é de produzir 5,5 milhões de motos ao ano. Em suas 6 linhas de produção trabalham 14 mil empregados, de 10 a 12 horas por dia e 6 dias por semana.
fábrica china motos (Foto: Rafael Miotto/G1)

produção é a Honda, que possui uma única planta, em Manaus, onde é capaz de produzir até 2 milhões de motocicletas ao ano e tem a expectativa de fechar 2011 com 1.650.000 unidades. Na fábrica no Amazonas trabalham 10 mil funcionários.
Riva 150 vem aí
Apesar de internamente na China a Haojue/Suzuki liderar em produção e vendas, a marca exporta apenas 12% de seus produtos, índice considerado baixo para os padrões do país. Para mudar este cenário, a Haojue busca novos mercados, como o brasileiro. Isto rendeu a parceria com a Dafra, que vende o scooter Smart da Haojue no país há 2 anos.
Rriva 150 chinesa (Foto: Rafael Miotto/G1)

O próximo passo é o início das vendas da Riva 150, uma motocicleta urbana que fez sua estreia na edição passada do Salão Duas Rodas, em outubro deste ano. Ela chega às lojas na metade de dezembro. “A principal diferença da nova Riva é que este foi o primeiro projeto que começamos do zero juntamente com a Haojue. A moto será lançada simultaneamente no Brasil e na China, e passamos a eles as necessidades do consumidor brasileiro”, explica Alexandre Gaspar, gerente de desenvolvimento da Dafra.
diretor fábrica china (Foto: Rafael Miotto/G1)

Chineses x brasileiros
As motos chinesas costumam ser adaptadas para outros mercados. No caso do Brasil, as principais alterações na Riva foram um guidão mais alto, cores e grafismos especiais, ajuste de suspensão para pisos mais esburacados e diferente relação de marchas, mais longa, pois a média de velocidade chinesa é mais lenta.
"A média de velocidade chinesa fica entre 35 e 40 km/h. Aqui eles praticamente não utilizam as 4ª e 5ª marchas”, explica o engenheiro de produto da Dafra, Fábio Orefice. Contudo, a marca afirma não haver nos produtos Haojue uma diferença de qualidade ou resistência entre as motos vendidas na China e no Brasil.
“Nós esperamos ter mais produtos no Brasil. No momento estamos conversando isto com a Dafra”, acrescenta o diretor Su, da Haojue. Antes da recente parceria chinesa com a Dafra, o consumidor brasileiro já tinha acesso às motocicletas produzidas pela Haojue através da Suzuki, que possui em sua linha de baixa cilindrada modelos da joint venture Haojue/Suzuki.
fábrica china motos (Foto: Rafael Miotto/G1)



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Dicas Para Alongamento Para Motociclistas:

É comum ver motociclista no farol se esticando todo, sentindo-se incomodado. Existem formas de evitar o desgaste do corpo e nunca é tarde para fazer alongamentos e exercícios físicos.
O primeiro passo é começar a fazer um alongamento básico, que seria da parte dos músculos das cervicais, do antebraço e do pé.

Para isso, não gastaremos mais do que cinco minutos. Um curto tempo que vai trazer um grande benefício para o corpo. Dá para fazer sozinho, se quiser até em cima da motocicleta, mas o ideal é fora dela.

Fique tranqüilo relaxe os músculos e comece tranqüilamente, sem forçar ou sair de seus limites.
Outra dica é para a garupa, que apesar de não participar diretamente da pilotagem, deve fazer um alongamento para evitar desconforto, já que passa o trajeto inteiro na mesma posição.

Siga as instruções abaixo e depois vá curtir a sua moto.

SEGURANÇA BÁSICA

SEGURANÇA BÁSICA
Você já leu e ouviu isso muitas vezes, mas já parou para pensar no que significa? Andar equipado é mais do que usar corretamente o capacete. É ter proteção para os olhos, mãos, pés, tornozelos, joelhos e cotovelos. Na estrada e na cidade, pois a maioria dos acidentes acontece em áreas urbanas.Lembre-se que o clima quente não justifica negligências com a segurança. Para enfrentar o calor procure escolher o equipamento mais arejado que encontrar. 2. Farol aceso o tempo todo, seja dia ou noite. Lembre-se que, a 40 metros de distância, uma motocicleta pode sumir do campo visual do motorista até mesmo atrás do tercinho pendurado dentro do carro. Por isso, muitas vezes você está fora do foco dos motoristas. O farol da moto aceso ajuda a torná-lo mais visível. Roupas e capacete de cores claras também ajudam. 3. Concentração é fundamental. A moto é mais rápida e menos visível que os demais veículos. Só isso bastaria para exigir muita concentração. Mas tem outra questão. Ela combina pouca segurança passiva com boa segurança ativa. Trocando em miúdos, em geral a moto tem mais facilidade que um carro para livrar-se de situações difíceis (segurança ativa). Mas se o acidente acontecer (segurança passiva), o piloto estará menos protegido do que o motorista. Para que possa usufruir da segurança ativa, o piloto tem de estar atento o tempo todo. Só assim ele pode usar todos os recursos que a moto possui para evitar acidentes. Até aquele antigo ensinamento, que diz “na dúvida, acelere”, só vale se você estiver atento! Por isso, tudo que atrapalha a concentração constitui perigo para o motociclista, principalmente a pressa, o nervosismo, o cansaço e o álcool. 4. Pilote de forma defensiva. A atitude defensiva no trânsito significa dirigir por você e pelos outros, antecipar-se em relação aos erros alheios e demais riscos. Pense que, uma vez envolvido em um acidente, pouco adianta provar que a culpa foi de outra pessoa. Aí o piloto já estará dentro do gesso (na melhor das hipóteses). Então, aprenda a antever as imprudências e erros dos outros. 5. Conheça as ameaças mais comuns. Quando você anda de moto, está sujeito a situações de potencial risco típicas desse veículo. É preciso conhecê-los para saber evitá-los. Um dos principais são as freqüentes fechadas que sofremos no trânsito. Muitas vezes os motoristas não têm intenção de fazer isso, eles apenas não percebem a moto por perto. A atitude mais segura é ter sempre o pressuposto de que o motorista não está vendo sua moto. Mantenha margem de manobra. Não se esqueça de outros pequenos imprevistos que, para um motociclista, são uma ameaça. Um pedestre distraído, um cachorro atrapalhado, um pássaro em rota de colisão com a viseira ou fios/cordas atravessando seu caminho podem provocar acabar com o seu passeio. Necessário destacar que existe a praga das linhas de pipa. Uma linha perdida, deslizando sobre a pele, pode ser um susto embaraçoso. Se ela for revestida com cerol, pode ser fulminante. Corta como uma navalha voadora. No caso de cerol, não confie na proteção de materiais como couro ou náilon (aliás, já estão à venda no mercado hastes metálicas protetoras para instalação no guidão da moto, parecidas com antenas de rádio). 6. Desenvolva o autocontrole. Acelerar uma motocicleta pode ser tão gostoso e excitante a ponto de o prazer embotar a noção de prudência. Por isso, sem autocontrole você pode ser vítima de si mesmo. Adrenalina é legal, mas na hora e no lugar certos. De preferência, num circuito próprio para altas velocidades. 7. Identifique as armadilhas do solo. Em cima de duas rodas não tem jeito. Se você for traído pelo solo numa curva, é provável que vá comprar chão. Piso molhado, areia solta, buracos, costela de vaca e, principalmente, óleo na pista. Esses obstáculos podem estar onde você menos espera. Lembre-se que, na curva, o alcance da visão é pequeno. Também é nas curvas e rotatórias que ônibus e caminhões com tanques cheios derramam diesel. Produtos escorregadios também podem soltar-se da carga (coisas como grãos, leite ou frutas no chão significam perigo de derrapagem). 8. Viajar à noite, não. Pode ser que um dia tenhamos condições propícias para viagens noturnas. Por enquanto, não temos. Pra começar, a maioria das motos não tem iluminação eficiente, embora os fabricantes já comecem a corrigir esse problema em alguns modelos de última geração. Além disso, viseira de capacete não tem limpador. Imagine-se à noite, sob chuva, com a luz dos faróis refletida na viseira molhada. A lama que os caminhões jogam na viseira também atrapalha a visão. Mas o pior de tudo é que a maior parte das rodovias brasileiras é precária e mal sinalizada, não permitindo uma viagem segura durante a noite. 9. Olhe para a frente. De tão óbvia, tal recomendação seria cômica se o motivo não fosse trágico. Muita gente se espantaria se houvesse um sensor capaz de acusar quantas vezes desviamos os olhos enquanto pilotamos. Seja para ver um outdoor, identificar uma moto diferente que passa, observar um tumulto na esquina, “filmar” uma gatinha maravilhosa, admirar a paisagem ou para conversar com o garupa. Uma quantidade considerável de acidentes acontece naquele exato momento em que o piloto detém os olhos no retrovisor ou em algum ponto que não seja à sua frente. 10. Assaltos, um perigo a mais. Como se não bastassem todos esses cuidados e os “abusos” que sofremos no trânsito, agora temos mais um problema. Os assaltantes estão de olho em nossas motos, sejam elas pequenas ou grandes, nacionais ou importadas. Infelizmente, não há muito o que fazer. Reagir não é aconselhável. Acelerar para escapar é outro risco. Então, se estiver sozinho, evite locais onde os assaltantes tenham facilidade de atacar. Geralmente eles usam outra moto para abordar as vítimas. Fique atento sempre que alguma moto com dois ocupantes estiver se aproximando. Quando estacionar, procure escolher locais menos vulneráveis e use algum dispositivo anti-furto na moto. Pensamento positivo Depois de ler essas dicas, você poderá dizer: “se eu sair por aí só pensando em quedas e acidentes, vou acabar caindo mesmo!” De fato. Se você se concentrar no tombo, tem boa chance de cair. Aliás, acontece algo parecido sempre que o piloto quer se desviar de um buraco mas, em vez de olhar para o desvio, fixa os olhos no obstáculo. Vai passar sobre o buraco, com certeza. O segredo é simples: mentalize as reações corretas, pense sempre na conduta segura e não naquilo que você pode fazer de errado.

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